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Atentado contra delegacia no Paquistão deixa dois mortos

quarta-feira, 25 de maio de 2011

France Presse 24/05/2011 23h52 - Atualizado em 25/05/2011 04h03

Atentado contra delegacia no Paquistão deixa dois mortos

Os talibãs, aliados da rede terrorista al-Qaeda, assumiram o atentado.
Número de feridos no distrito de Peshawar chega a 22.

Da France Presse
Um terrorista suicida jogou um carro-bomba contra uma delegacia de polícia em Peshawar, no noroeste do Paquistão, matando dois policiais e ferindo outras 22 pessoas, informaram nesta quarta-feira (25) as autoridades locais. "Dois policiais morreram e outras 19 pessoas ficaram feridas", disse Liaqat Ali Khan, chefe da polícia de Peshawar.
O oficial Mohammed Ijaz revelou que "o agressor suicida lançou um veículo carregado de explosivos contra a delegacia da polícia criminal (CID) no distrito militar" de Peshawar. Segundo o oficial, o prédio de três andares da delegacia foi totalmente destruído.
O atentado foi reivindicado pelos talibãs, aliados da rede terrorista al-Qaeda, que têm realizado uma série de ataques no Paquistão para vingar a morte de Osama bin Laden, executado por comandos americanos no dia 2 de maio passado, no norte do país.
Carro-bomba destrói delegacia no Paquistão. (Foto: Mohannad Sajjad / AP Photo)Carro-bomba destrói delegacia no Paquistão. (Foto: Mohannad Sajjad / AP Photo)
"Vamos acelerar o ritmo destes ataques para vingar a morte de Bin Laden", disse Ehsan Ehsanullah, porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP). "Estes ataques vão continuar até o fim dos ataques de drones americanos e das operações do Exército contra as zonas tribais" paquistanesas, prometeu Ehsanulla Fonte G1
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Explosão em caminhão de combustível mata 15 no Paquistão

sábado, 21 de maio de 2011

21/05/2011 01h14 - Atualizado em 21/05/2011 06h32

Explosão em caminhão de combustível mata 15 no Paquistão

Pessoas foram atingidas quando tentavam retirar gasolina do veículo.
Dez adultos e cinco adolescentes morreram queimados.

Do G1, com agências internacionais *
Ao menos 15 pessoas morreram neste sábado (21) no Paquistão após a explosão de uma bomba e incêndio em um caminhão carregado com combustível da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
O ataque ocorreu na fronteira entre os dois países e o veículo atingido seguia para o Afeganistão.
Caminhão-tanque explode e pega fogo no Paquistão. Quinze pessoas  (Foto: Qazi Rauf / AP Photo)Caminhão-tanque explode e pega fogo no Paquistão. Quinze pessoas (Foto: Qazi Rauf / AP Photo)
Inicialmente, a bomba não havia atingido nenhuma pessoa. O veículo pegou fogo, mas o incêndio foi controlado rapidamente.
Moradores de Landi Kotal, em Jiber, região noroeste do país, passaram a recolher o combustível que sobrou no caminhão, mas o fogo voltou e houve nova explosão, matando queimados dez adultos e cinco adolescentes.
(*) Com informações das agências de notícias France Presse e Reuters Fonte G1
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Paquistão é palco de manifestações pró-Bin Laden após sua morte

sexta-feira, 6 de maio de 2011

06/05/2011 10h30 - Atualizado em 06/05/2011 10h51

Paquistão é palco de manifestações pró-Bin Laden após sua morte

Partido radical Jamaat-e-Islami convocou os atos.
Bandeiras dos EUA foram queimadas e ativistas ameaçaram 'guerra santa'.

Da AFP
Centenas de pessoas saíram em passeata nesta sexta-feira (6) pelas ruas da cidade de Quetta, no sul do Paquistão, para fazer uma homenagem ao chefe da al-Qaeda, Osama bin Laden, morto por militares dos Estados Unidos, e para convocar uma guerra santa contra os americanos.
Também houve atos em Peshawar e na própria Abbotabad, onde ocorreu a morte.
As manifestações foram organizadas pelo Jamaat-e-Islami, partido político ideologicamente ligado aos talibãs. Bandeiras dos EUA foram queimadas.
Manifestantes protestam contra os EUA e a favor de Bin Laden nesta sexta-feira (6) na cidade paquistanesa de Peshawar (Foto: AFP)Manifestantes protestam contra os EUA e a favor de Bin Laden nesta sexta-feira (6) na cidade paquistanesa de Peshawar (Foto: AFP)
"Os serviços prestados por Osama aos muçulmanos serão para sempre lembrados", disse Abdul Qaidr Loone, jovem líder, em um discurso em Quetta.
Hafiz Fazal Bareach, ex-senador e alto dirigente do Jamaat-e-Islami , afirmou que, ao matarem Bin Laden, os Estados Unidos criaram milhares de outros à sua imagem e semelhança.
"Um Osama se transformou em mártir, e agora nascerão milhares de Osamas, porque ele criou um movimento contra as forças antimuçulmanas que não depende de personalidades", declarou, acrescentando que a "jihad (guerra santa) continuará contra os Estados Unidos e seus aliados".Fonte G1
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Morte de Bin Laden inicia crise de sucessão na Al-Qaeda

segunda-feira, 2 de maio de 2011


Segunda-feira, 2 de maio de 2011 - 17h48       Última atualização, 02/05/2011 - 18h20

Morte de Bin Laden inicia crise de sucessão na Al-Qaeda

Foto: AFP Zoom Ayman al-Zawahiri é o número um na lista de sucessores de Bin Laden Ayman al-Zawahiri é o número um na lista de sucessores de Bin Laden

Da AFP

mundo@eband.com.br

A rede Al-Qaeda, que já estava enfraquecida e sem o controle direto dos grupos que se consideram parte da organização, deve passar por uma crise de sucessão com a morte de Osama Bin Laden, estimam analistas. Bin Laden foi morto durante uma operação militar americana na madrugada de segunda-feira.

Para Mohamad Abu Ruman, jordaniano especialista em movimientos islâmicos, "Osama Bin Laden representava um símbolo. Com a sua morte, Al-Qaeda viverá uma crise de sucessão, já que nenhuma outra pessoa da rede tem o carisma de Bin Laden.

O especialista destaca que o "número dois" da rede, o egípcio Ayman al Zawahiri, "não é uma unanimidade" entre os membros.

Braço direito e um dos fundadores da Al-Qaeda, o médico egípcio de 60 anos foi um dos pilares do grupo da "Jihad Islâmica" egípcia antes de conhecer Bin Laden no Afeganistão.

Ayman al Zawahiri trouxe muitos ativistas e um grande senso de organização. Por sua captura foram oferecidos 25 milhões de dólares, o mesmo que pagariam por Osama Bin Laden.

Abu Ruman considera que a rede fundada por Bin Laden em 1988 tem perdido força nos últimos anos e com a morte do líder deve se desgastar ainda mais.

"Al-Qaeda tem perdido força e popularidade nos últimos anos", especialmente depois das revoltas árabes lideradas pelos "jovens no Facebook que não estão influenciados pelas ideias da Al-Qaeda", explica.

Além disso, a Al-Qaeda tornou-se "uma rede de estrutura piramidal com uma infinidade de agências cujas ligações com Bin Laden já não eram mais de de caráter organizacional". Segundo ele, o fundador se limitava ao papel de guia espriritual.

Anuar Eshki, diretor do Instituto de Estudos Estratégicos para o Oriente Médio, com sede em Jeddah (Árabia Saudita), também considera que a organização Al-Qaeda passará por uma crise de sucessão.

"É difícil encontrar alguém que substitua Bin Laden. Os sauditas da organização jamais seguiriam ordens de Zawahiri", explica o analista.

Após os golpes que a rede sofreu das autoridades sauditas, os grupos do Iêmen e da Árabia Saudita se uniram em janeiro de 2009 para formar a Al-Qaeda na Península Arábica, bem estabelecidos no sul e no leste do Iêmen.

Ele estima que a Árabia Saudita terá dias tranquilos já que a morte do Bin Laden indica um fim próximo do terrorismo da Al-Qaeda.

As atividades do grupo vai enfraquecer no Iêmen e na Somália", diz o analista que afirma ter connhecido pessoalmente Bin Laden.

Segundo ele, as "células latentes" estabelecidas por Bin Laden na região "perderam suas fontes de financiamento".

Hasan Abu Hanieh, analista especializado nos movimentos jihandistas com sede em Amã, considera que a morte de Bin Laden "terá um impacto simbólico sobre todos os grupos que se consideram parte da organização, uma vez que eram controlados, não diretamente, por ele desde o 11 de setembro de 2001"

Estes grupos que vivem em todo o mundo muçulmano, desde o Cáucaso até o Magrebe, juraram lealdade a Bin Laden. No entanto, ele era uma espécie de líder religioso", e não um chefe militar ou político, acrescentou.

As aparições do chefe da Al-Qaeda, procurado de maneira insistente pelos Estados Unidos foram raras nos últimos dois anos.

Osama bin Laden é morto no Paquistão
No final do dia 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou oficialmente a morte do terrorista saudita Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda. "A justiça foi feita", disse em discurso histórico.

Osama bin Laden era procurado desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono. Os ataques deixaram 3 mil mortos. A caçada ao saudita foi chamada de Guerra ao Terror e iniciada pelo então presidente  dos EUA, George W. Bush, que festejou a morte do terrorista.

Após meses de intensa e secreta investigação dos EUA, Bin Laden foi encontrado em uma mansão em Abbottabad, cidade próxima à capital paquistanesa Islamabad. Com forte esquema de segurança, a casa era avaliada em US$ 1 milhão. Segundo os EUA, Bin Laden resistiu às investidas e acabou morto com um tiro na cabeça. Seu corpo, então, passou por rituais islâmicos e foi jogado ao mar.

A morte do terrorista foi festejada nos EUA e saudada entusiaticamente pela comunidade internacional. No entanto, logo após o anúncio da morte, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta sobre o risco de violência antiamericana, deixando longe a sensação de paz.
     

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